Posts de Dezembro, 2006

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Serviço Secreto Britânico.

Dezembro 15, 2006

Serviço secreto britânico tem site de recrutamento

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O serviço secreto britânico, o célebre MI6, que até pouco tempo sequer tinha existência oficial, lançou um site na Internet com a expectativa de recrutar futuros espiões. Conhecido por ser o serviço secreto para o qual trabalhava o invencível espião James Bond, o 007, o MI6 também tenta apagar outro “mito”, o de que seus agentes vivem rodeados de belas mulheres, aventuras, champanhe e carros esportivos.

Além disso, o MI6 quer enterrar para sempre “ridículas” teorias conspiratórias, como a que responsabiliza agentes britânicos pela morte de Diana num acidente de carro em 1997, em Paris, disse Nev Johnson, porta-voz do Serviço Secreto de Informação, nome oficial do MI6. “Algumas acusações, mitos e rumores que surgiram em torno do serviço, como a teorias da conspiração de que a princesa Diana foi assassinada, são tão ridículas que é necessário corrigi-las”, acrescentou o porta-voz.

O outro objetivo de lançar uma página na Internet – www.sis.gov.uk ou www.mi6.gov.uk – é crucial para a sobrevivência da agência: facilitar o recrutamento de novas gerações de agentes.

A página do MI6 – cuja missão oficial é ajudar o governo de Sua Majestade a defender a segurança nacional e o bem-estar econômico da Grã-Bretanha – oferece ofertas de trabalho e adverte os aspirantes a espião a não sonhar com um estilo de vida como o de James Bond.

O MI6, que surgiu no início do século XIX, ressalta em seu site que “o glamour e a excitação” que imperam nos filmes do célebre agente secreto não refletem a realidade do trabalho dos serviços britânico.

“No entanto, as pessoas podem aspirar a uma carreira em que a diferença entre a verdade e a ficção se reduz um pouco e terão a certeza de uma carreira estimulante e gratificante, que, como a de Bond, estará a serviço de seu país”.

Entre os requisitos para ser espião estão: ter grande capacidade para manejar altos níveis de estresse e poder resolver problemas em situações extremas sem a ajuda dos inventos letais e espetaculares que facilitavam a vida de 007.

O site do MI6 – em inglês, espanhol, francês e russo – busca também tornar a instituição mais transparente, apresentando a história e o âmbito de competências da organização encarregada de coletar informações exteriores.

O site constitui “a melhor forma de melhorar o conhecimento sobre o trabalho deste serviço e suas responsabilidades”, resumiu o porta-voz. A outra agência britânica de inteligência, o MI5, está voltado para a segurança nacional.

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Queremos um País Disciplinado!!!!

Dezembro 15, 2006

5º – CRISE NA ABIN
Seqüestro da história de um país

Baixado por Fernando Henrique Cardoso nos últimos dias no Palácio do Planalto,
decreto que alterou as regras para consultas públicas a documentos sigilosos do
serviço secreto continua em vigor no governo Lula

Lucas Figueredo
Estado de Minas e Correio Braziliense

Em 2002, pouco antes do fim do governo Fernando Henrique Cardoso, dois agentes do serviço secreto visitaram o Arquivo Nacional, no centro do Rio. Eles queriam saber, de um dos diretores do órgão, quais os requisitos exigidos, do público em geral, para o acesso ao chamado Fundo DSI/MJ. Trata-se de um dos mais abrangentes arquivos do serviço secreto brasileiro, que guarda 343 processos, datados de 1955 a 1985 — a maioria deles, classificados, à época, como sigilosos. Se todos os documentos do fundo fossem empilhados, formariam uma coluna de 56 metros, o equivalente a um prédio de 18 andares.

Além de extenso, o Fundo DSI/MJ é uma das jóias da história brasileira que, por um lance de sorte, saiu dos porões da ditadura e foi parar no Arquivo Nacional. Atendendo ao pedido dos agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o diretor do Arquivo Nacional explicou-lhes como funcionava o sistema de consulta pública: era preciso apenas preencher um formulário, especificando a finalidade da consulta. De resto, era só ter um pouco de paciência e esperar o dia marcado para manusear o material.

A visita dos agentes secretos ao Arquivo Nacional, narrada por um dirigente da instituição, era o início de uma operação que visava dificultar o acesso público a documentos do regime militar. Meses depois daquele encontro, o Fundo DSI/MJ foi fechado ao público. Motivo: FHC baixara, na última semana de seu governo, um decreto que alterava a regra para a consulta de papéis sigilosos. O prazo máximo para um documento permanecer fechado ao público deixava de ser 60 anos e passava a ser infinito. Na prática, significava o seqüestro da história, sem direito à resgate.

A espera

A medida continua valendo até hoje. Com um ano e meio de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não revogou o decreto 4.553/2002, nem orientou a base governista a apoiar um projeto de lei que tramita na Câmara, de autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), que teria o mesmo efeito. Com isso, vários arquivos que poderiam preencher lacunas na história do país permanecem vedados ao público.

A esperança de que o governo do PT proporcionaria os instrumentos para um acerto de contas com a história do país até agora não passam disso: uma esperança. Lula não só manteve o decreto de FHC sobre sigilo de documentos como também orientou a Advocacia Geral da União (AGU) a recorrer de uma decisão judicial que determinava a abertura dos arquivos secretos da guerrilha do Araguaia — a operação militar que aniquilou, no início da década de 1970, um foco guerrilheiro do PCdoB instalado no sul do Pará.

Por trás do gesto de Lula, existe o cuidado de não melindrar a caserna. Um dos poucos oficiais a se posicionar publicamente contra a abertura dos arquivos do Araguaia foi o general Jorge Armando Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, a quem a Abin está subordinada. ”É possível que haja informações que não possam ser divulgadas nem mesmo depois de 200 anos”, disse ele a respeito da polêmica.

Revogação

O prazo citado pelo general Félix seria impossível de vigorar, caso Lula revogasse o decreto baixado por FHC. Pelas regras anteriores, os documentos sigilosos ficavam vedados ao acesso público pelos prazos de cinco anos (papéis com carimbo de ”reservado”), 10 anos (”confidencial”), 20 anos (‘’secreto”) e 30 anos (”ultra-secreto”). Esses prazos podiam ser prorrogados por igual período, mas somente uma vez. Pelas novas regras, o prazo de liberação dos documentos reservados passou de cinco para 10 anos, os confidenciais de 10 para 20 anos, os secretos de 20 para 30 anos e os ultra-secretos de 30 para 60 anos. O decreto prevê prorrogação de prazos, sendo que, em relação aos papéis ultra-secretos, abre a possibilidade de mantê-los guardados infinitamente.

As novas regras atingem o próprio PT. Um exemplo é um documento produzido em novembro de 1992, no governo de Itamar Franco. Classificado como ”confidencial”, ele descreve uma operação de arapongagem para descobrir os movimentos do PT à época. Pelas normas anteriores, o documento seria liberado, no máximo, em 2012. Porém, com as novas regras, o prazo passou para 2032. Assim, quando o documento for enfim liberado, Lula terá 87 anos.
Documento confidencial de novembro de 1992: acesso apenas em 2032

Brasil na contramão

O decreto de Fernando Henrique Cardoso abarcado por Luiz Inácio Lula da Silva vai na contramão do que acontece em outros países da América Latina, como Chile e Argentina, que têm acertado suas contas com o passado. Outro exemplo de país que trata bem a questão do sigilo de documentos históricos são os Estados Unidos. Os prazos de sigilo são bem mais curtos que os do Brasil, e o acesso é fácil e desburocratizado.

Uma das poucas possibilidades que o cidadão tem hoje de consultar documentos históricos é o habeas data. Por esse instrumento, criado com a Constituição de 1988, qualquer cidadão pode solicitar a consulta de documentos relativos à sua pessoa. No caso de documentos do serviço secreto, as regras para a concessão de habeas data podem ser consultadas no site da Abin (www.abin.gov.br). Porém, mesmo com a concessão do direito, nem sempre todos os papéis são liberados.

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Pessoal!! Quando Teremos Militares com Disciplínas??!

Dezembro 15, 2006

4º – CRISE NA ABIN
Militares agem sem controle

Os serviços secretos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica mantêm
suas atividades longe de qualquer fiscalização da sociedade civil.
Ou seja, não se sabe como são feitas as investigações dos arapongas

Lucas Figueiredo
Estado de Minas e Correio Braziliense

Passados quase 20 anos do início da restauração do regime democrático no Brasil, até hoje os serviços secretos militares não estão sujeitos à fiscalização externa. O Exército, a Marinha e a Aeronáutica mantêm seus centros de inteligência sem qualquer controle por parte do Congresso, do Executivo ou do Judiciário. O serviço secreto do Exército, por exemplo, promove operações de inteligência nas favelas do Rio, com militares disfarçados, sem qualquer monitoramento externo. O objetivo declarado das operações é colher informações sobre o crime organizado, sobretudo o narcotráfico. O modo como esse trabalho é feito, no entanto, foge do controle da sociedade.

A situação dos serviços secretos militares é ainda pior do que acontece com o serviço secreto civil, mais conhecido como Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No caso da Abin, desde 1999 a legislação estabelece que o órgão deve ser fiscalizado por uma comissão mista do Senado e da Câmara. No entanto, conforme revelou ontem o Estado de Minas e o Correio, esta comissão não cumpre sua finalidade, já que não tem sequer um regimento interno aprovado pela Câmara. Na prática, a Abin não tem controle externo.

Ainda que a fiscalização da Abin não funcione na prática, pelo menos o órgão já tem parâmetros gerais de controle externo. No caso dos serviços secretos militares, nem isso existe.

Herança da ditadura

A falta de controle externo dos serviços secretos militares é uma herança da ditadura (1964-1985). Nos chamados “Anos de Chumbo”, quando opositores do regime foram mortos e torturados, os serviços secretos militares atuaram com autonomia total. Nessa época, envolveram-se em operações clandestinas, com a utilização de grampos telefônicos ilegais, e participaram de ações que resultaram na morte e no desaparecimento dos chamados ”inimigos do Estado”. Junto com o Serviço Nacional de Informações (SNI), os Destacamentos de Operações de Informações (DOI) e os Departamentos de Ordem Política e Social (Dops), entre outros, os serviços secretos militares compunham o que ficou conhecido como ”comunidade de informações”.

O serviço secreto do Exército foi criado em 1967, no governo do general Arthur da Costa e Silva. Na época, seu nome era Centro de Informações do Exército (CIE). O órgão mantém a mesma a sigla até hoje, mas mudou seu nome para Centro de Inteligência do Exército.

A Aeronáutica inaugurou seu serviço secreto um ano depois, também no governo Costa e Silva. O primeiro nome do órgão era Núcleo do Serviço de Informações e Segurança da Aeronáutica (N-Sisa). Hoje, chama-se Secretaria de Inteligência (Secint).

O serviço secreto da Marinha é o mais antigo das Forças Armadas. Foi inaugurado em 1955, com o nome de Serviço de Informações da Marinha (SIM). No final da década de 60, já sob a denominação de Centro de Informações da Marinha (Cenimar), o órgão foi reorganizado para atuar na repressão dos opositores ao regime. Atualmente, chama-se Centro de Inteligência da Marinha (CIM).

Redemocratização

Com o fim do regime militar, em 1985, os serviços secretos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica interromperam suas operações de caráter policial. Muitos dos torturadores que haviam atuado nesses órgãos foram deslocados para outras funções.

No governo de Fernando Collor de Mello (1990-1992), o serviço secreto do Exército voltou a ocupar um lugar de destaque, em função da extinção do SNI. Nessa época, chegou até a fundar uma escola para seus agentes, a Escola de Inteligência Militar do Exército (Esimex). Muitas das informações que balizavam o Palácio do Planalto eram fornecidas pelo CIE.

Desde o fim do regime militar, os serviços secretos das três forças passaram a agir na mais absoluta discrição, ao contrário do que acontecia na ditadura. Oficialmente, não se metem mais com operações clandestinas, não fazem grampos telefônicos nem atuam com viés ideológico. Não há, contudo, nenhum mecanismo externo que monitore a atuação desses organismos. O Congresso e o Judiciário, por exemplo, não têm qualquer instrumento para acompanhar e fiscalizar esses organismos.

No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado em 2003, o serviço secreto do Exército intensificou suas investigações nas favelas do Rio. O CIE mantém agentes infiltrados nos morros, mas, exatamente por falta de controle externo, não é possível saber exatamente como é feito esse trabalho.

Vigiados no passado

Documento do serviço secreto da Aeronáutica de 1982 (foto 1), obtido pelo Correio e pelo Estado de Minas, comprova que, numa só ação, três integrantes do atual governo já foram vítimas dos serviços secretos militares. O material foi produzido e divulgado, entre pessoas selecionadas, com o objetivo de denunciar uma suposta infiltração comunista na sociedade. No documento, aparecem fotos do então candidato a governador de São Paulo pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva (foto 2), do ex-presidente da UNE Aldo Rebelo com o líder palestino Yasser Arafat (foto 3) e do Frei Betto, entre o líder cubano Fidel Castro e o líder da Revolução Sandinista, Daniel Ortega (foto 4). Hoje, a trinca ocupa, respectivamente, os cargos de presidente da República, ministro-chefe da Coordenação Política e assessor especial da Presidência. O texto que acompanhava as fotos tem um tom alarmista ”Você tem filhos? Já alguma vez conversou com eles para saber o que estão lendo, ouvindo, vendo, nos livros e jornais, nas rádios, televisões, teatros, cinemas, salas de aula, reuniões culturais, nas paróquias, nos diretórios estudantis, enfim, nos comitês e associações disso e daquilo? Faça-o antes que ele se faça ausente de você e presente na foto do fato. Quiçá vivo. Mas também quiçá chorando, quiçá partindo, vítima ou agente dos que buscam criar o homem novo, hoje já sexagenário”. (LF)

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A Abin só aparece pra futilidades!!! Cadê o Profissionalismo??!!

Dezembro 15, 2006

1º – Crise na Abin
Espiões fora de controle
Série de Artigos

Lucas Figueiredo
Estado de Minas e Correio Braziliense

Ao trocar, na semana passada, a direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou a primeira fase de uma delicada operação do governo. O objetivo da manobra, que já dura cinco meses e inclui uma série de ações sigilosas, é tentar dominar o serviço secreto. Isso mesmo: o Palácio do Planalto não detém, hoje, o controle absoluto sobre o serviço secreto. Durante três meses, o ESTADO DE MINAS e o CORREIO BRAZILIENSE investigaram os bastidores da crise na Abin e os esforços do governo para sair do atoleiro em que se meteu. Trata-se de uma história com agentes secretos espionando agentes secretos, espionando o governo e vazando informações (falsas e verdadeiras) que levaram o Palácio do Planalto ao pânico.

Receio de melindres

Lula iniciou seu governo com o serviço secreto entregue a duas pessoas que não eram da sua confiança nem da confiança do PT. Em pouco tempo, o presidente se arrependeria amargamente do seu gesto.

Logo ao tomar posse na Presidência, em janeiro de 2003, Lula optou por não mexer na direção e na estrutura do serviço secreto. Ele temia melindrar os militares, que dominam o setor desde 1946, exceção para um breve período, entre 1990 e 1992. O presidente manteve a diretora-geral da Abin nomeada por Fernando Henrique Cardoso (Marisa Del Isola, uma psicóloga com mais de 20 anos de serviço secreto). Lula também deixou a Abin subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão da Presidência da República que durante décadas se chamou Casa Militar.

O cuidado de Lula para não melindrar as Forças Armadas foi tanto que a nomeação do ministro-chefe do GSI, general Jorge Félix, foi feita não com base em critérios políticos ou profissionais, mas sim em função da colocação dele no Almanaque do Exército, que classifica os militares por patente e tempo no posto. Pelo almanaque, Félix era o oficial mais graduado para aquele posto, e, assim, acabou ganhando o cargo.

Susto em fevereiro

Em fevereiro deste ano, veio o susto, com o estouro do caso Waldomiro Diniz, assessor da Casa Civil filmado quando pedia propina a um bicheiro. As gravações haviam sido feitas em duas ocasiões e duas situações diferentes: no escritório do bicheiro, no Rio, com uma câmera escondida, e no saguão do aeroporto de Brasília, pelo sistema de circuito interno da Infraero, responsável pela administração do aeroporto. Numa investigação sigilosa, o governo apurou que a segunda gravação tivera o envolvimento de um militar da Aeronáutica que atuava como informante do serviço secreto. A descoberta fez tremer o Palácio do Planalto. E se agentes da Abin usassem de espionagem para chantagear ou desestabilizar o governo? Foi aí que o Planalto se deu conta de que não dominava o setor, nem sequer conhecia direito seus dirigentes.

A crise descoberta

Imediatamente, a Presidência deflagrou uma operação para retomar o controle sobre o serviço secreto. O ministro Luiz Gushiken (Comunicação de Governo e Gestão Estratégica) foi um dos que participaram da articulação, enviando um assessor a São Paulo para consultar especialistas sobre o assunto e ”mapear” a situação em que se encontrava a Abin.

A sondagem patrocinada por Gushiken revelou uma profunda crise no serviço secreto. Na Abin, cinco grupos se digladiavam por espaço:
1) remanescentes do antigo Serviço Nacional de Informações (SNI);
2) militares;
3) maçons;
4) agentes contratados por concurso público, a partir de 1995;
5) funcionários ligados à Escola de Inteligência (Esint), que forma agentes para a Abin.

Um sexto grupo, formado por integrantes de todas as fações, também começava a ganhar corpo: o de agentes ligados a uma associação autodenominada ‘’seção sindical”.

A disputa interna era tão grande que um grupo de servidores e ex-servidores tivera a ousadia de mandar um abaixo-assinado ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, pedindo a troca da diretoria da Abin. Com uma só tacada, o grupo atropelou o general Félix e mostrou que a diretora-geral da Abin (representante da facção da escola) não tinha controle sobre seus subordinados.

A mentira e o ”olheiro”

Quando ensaiava as primeiras mudanças na Abin, o governo foi sacudido por outra bomba: o vazamento, para a imprensa, de uma informação sobre um suposto espião que agiria na Presidência da República. Segundo a versão, um jornalista que trabalha no quarto andar do Palácio do Planalto estaria recebendo, de agentes da Abin, R$ 2,5 mil por mês para repassar informações sobre a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), e sobre José Dirceu.
Só havia dois jornalistas, ambos com excelente conceito na categoria e fora dela, que se encaixavam na descrição vazada à imprensa: Ricardo Amaral, assessor do ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), e Alon Feuerwerker, assessor do ministro Aldo Rabelo (Coordenação Política). A informação, no entanto, era falsa. Ricardo e Alon não eram espiões, mas, sim, vítimas da luta entre as facções da Abin.

Ocorrido na semana em que o salário mínimo seria votado no Senado, o vazamento tinha sido obra de agentes interessados em desestabilizar o general Félix. Tratava-se, na verdade, de uma isca. A informação sobre Ricardo e Alon era mentira, mas o espião de fato existia. Era, sim, um jornalista, mas apenas por formação, trabalhava no Palácio do Planalto e repassava informações ao grupo da Abin formado por remanescentes do SNI. A espionagem, contudo, nada tinha a ver com Marta ou José Dirceu. O espião era uma espécie de ”olheiro”, contando a seus colegas da Abin coisas que via e ouvia no Planalto.

Mudança e emergência

Com a falsa notícia do espião na praça e um espião de verdade ainda nas sombras, o Planalto resolveu, enfim, agir. Demitiu a diretora da Abin e colocou em seu lugar Mauro Marcelo de Lima e Silva, delegado da Polícia Civil de São Paulo que há dez anos goza da confiança do PT e, em especial, do presidente Lula.

Empossado na semana passada, numa cerimônia que contou com a presença do presidente, Mauro chega à Abin prestigiado pelo Planalto, mas com muitos obstáculos pela frente. Ele terá duas missões emergenciais. A primeira é apaziguar as facções da Abin (para tanto, Mauro já pediu uma trégua e sinalizou que não punirá ninguém pelas confusões recentes). A segunda é neutralizar seu superior imediato, o general Félix, cuja liderança no serviço secreto e cujo prestígio no Planalto ficaram abalados.

Nova safra

O final da história ainda está por vir. Espera-se, para breve, o vazamento de notícias positivas sobre a Abin, como casos bem-sucedidos de defesa do Estado e de neutralização de espiões estrangeiros no Brasil. Só o tempo dirá, no entanto, se a safra de boas novas e a trégua vão durar. Uma coisa é certa: o caldeirão do serviço secreto está longe de esfriar.

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Esse repórter é demais só reportagem quente sobre a Net!!!!!!!!!!!! CONFIRAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Dezembro 12, 2006

Campeões de invasão de sites falam sobre suas façanhas
Dezembro 11th, 2006

Faz algum tempo que entrevistei FOul e USDL, membros do hax0rslab, grupo de hackers brasileiros que detém a liderança mundial de invasões de sites (5.000 em apenas um ano), segundo a BBC de Londres e a empresa britânica de segurança Mi2g.

Por razões pessoais não postei a entrevista em meu antigo blog. Depois de ter superado uma momento difícil da minha vida, resolvi retomar a entrevista e publicá-la..

É possível que algum fato novo tenha ocorrido desde que falei pela primeira vez com FOul e USDL, mas a essência da entrevista ainda é atual.

Eles contam aqui como o grupo surgiu, quais e como foram feitos seus mais famosos ataques.

Há algum problema em revelar de que parte do Brasil vocês são?

De jeito nenhum. Não termos nada para esconder porque não somos bandidos. Temos orgulho de dizer que somos de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Quando o grupo surgiu?

USDL -O hax0rs lab foi criado em meados de 2001, por f0ul, algumas semanas depois f0ul convidou USDL para fazer parte do grupo. Começamos a invadir sites por curiosidade e para adquirir conhecimentos de segurança digital.

Vocês estudam, trabalham?

F0ul – Curso Facul. de Processamento de Dados, trabalho em uma softhouse.
USDL – Faço estágio em uma empresa de informática, montagem e manutenção de PCs.

Quais são seus ídolos no mundo dos hackers?

Temos alguns amigos hackers que admiramos, mas cujos nomes não podemos revelar.

Pelas notícias que temos, vocês costumam desfigurar sites em todo o mundo, principalmente na Europa e bem poucos no Brasil. Por quê?

Porque nossa luta é internacional, e tentamos atingir o alvo que queremos critica. Não adiantaria atacar servidores brasileiros e deixar mensagem contra Israel, por exemplo. Um dos nossos feitos foi invadir um servidor da America Online e deixar lá uma mensagem contra os Estado Unidos.

No Brasil, atacamos alguns sites do governo e sempre deixamos mensagem contra políticos corruptos. A propósito, o USDL faz parte da Federação Anarquista Paulista, participa freqüentemente de manifestações e mantém contato com integrantes de um coletivo de resistência revolucionária anarquista, que luta pela liberdade de expressão.

E quanto às ações de vocês na Europa?

Em sites isolados da Europa deixamos mensagem contra os países que apoiaram a guerra no Iraque e contra os que querem conquistar territórios pela fforça das armas

Segundo os experts em segurança de redes, vocês detêm o recorde mundial de invasões. Quantas vocês fizeram até agora e qual o método empregado?

É impossível chegar a um consenso sobre o número total de invasões, durante esses anos de vida do hax0rs lab. Muitos ataques não foram divulgados, por isso fica difícil dizer o total.
Quanto ao método de invasão, nós exploramos falhas em ftp, telnet, ssh e ssl, etc. Algumas delas nós mesmos descobrimos.

Qual foi o site ou rede mais difícil de invadir?

FOul – Já invadi diversas máquinas de empresas que são muito seguras. Uma delas foi da IDC Brasil, que pertence ao grupo IDC Corp, uma das mais importantes fontes de informação sobre negócios e tecnologia do mundo. Além da vulnerabilidade apresentada no sistema ser complexa, depois que consegui realizar a invasão, tive que esperar até os administradores saírem para almoçar ou pegarem no sono por cansaço. No final, o ataque foi bem sucedido.

USDL – Posso citar dois casos. O primeiro foi um servidor da hp.com (Hewlett Packard). O outro foi em um servidor da msn.com (Microsoft Network). Não obtive acesso para alterar nem deletar a página inicial do site. Mas, depois de pensar um pouco, alterei uma imagem que estava no arquivo Index, mudando assim seu padrão, de modo que ele se auto-apagou..

Quais sites o grupo mais se orgulha de ter invadido?

Microsoft, IBM, America Online, Nasa, Goodyear, Hewlett Packard, Siemens, Comsat, Pepsi e IDC do Brasil.

Vocês são taxados de criminosos. O que dizem sobre isso?

Criminosos? Essa pergunta nem merece resposta. Quem deveria estar sendo indagado sobre isso, são aqueles que estão no poder, sejam políticos, policiais, ou qualquer tipo de autoridade. Vivemos nesse caos por culpa deles.Eles dizem que o Brasil está quebrado, e procuram um lugar para cortar verba, mas eles são os que mais ganham.

Não seria melhor se vocês se empregassem em alguma empresa de segurança de redes?

Sim, isso seria melhor para nós ganharmos dinheiro, fingindo que a vida é boa, mas temos que acordar e ver que a vida não é tão bela.Nosso objetivo não é prejudicar o administrador do site, nem os visitantes, mas sim passar nossa mensagem para tentar abrir os olhos dos povos do mundo inteiro.

Vocês também fabricam vírus? Em caso afirmativo, podem citar o nome de algum que tenha ganhado fama?

Não fabricamos vírus.

No Brasil, não temos leis específicas para crimes virtuais, mas depois do 11 de setembro, o FBI têm ficado muito ativo na internet e alguns hackers foram rastreados. Vocês já tiveram algum problema envolvendo federais americanos?

Sim, alguns de nossos e-mails foram cancelados e um em especial (que usávamos para os administradores dos sites invadidos nos contatar), sofreu uma tentativa de invasão, o IP que tentou acessar nosso e-mail nos levou ao site de federais norte-americanos. Confirmamos isso depois, quando descobrimos que eles consideram crime fazer comentários a favor de grupos como o Hamas (Palestina) e o Hezbollah (Líbano).

Vocês planejam novos ataques em massa?

Sem dúvida. Mas não há data marcada para isso. O fator surpresa é nosso maior trunfo.

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Pessoal olha mais um post do Repórter Net !!!! O cara é um verdadeiro “reportnet!!”

Dezembro 12, 2006

A sociedade secreta dos piratas de softwares
Dezembro 10th, 2006

Romper os mais sofisticados bloqueios de famosos e caríssimos programas para copiá-los livre e tranqüilamente: uma missão impossível? Para os piratas de sofwares, batizados de warez, a tarefa é simples.

Os warez pensam meio à moda de Lavoisier: na Web nada se perde tudo se transforma – a começar pelo termo warez, que eles pinçaram do vocábulo softwares, trocando o s pelo z, e que significa programa liberado. O z final é associado ao acervo warez: appz (aplicações), gamez,crackz.

Não é difícil encontrar um warez. Ao contrário, o acesso é fácil e até mesmo é possível negociar com eles. Na base da troca. Por exemplo, o Windows XP por um programa comercial do Citibank.

A grande maioria, porém, abre seu deposito de softwares piratas mediante uma condição: votar em sites que são seus patrocinadores. Nesse caso, é difícil suportar as janelas pop-ups, que surgem aos borbotões.

Os warez atuam como uma verdadeira sociedade secreta: têm seus sinais de reconhecimento, palavras de passe e especialidades.

Sua perigosa operação começa com o courier, que é o encarregado da distribuição dos softwares e termina nos traders ou negociantes.

Para tanto, os warez valem-se de sites FTP (Protocolo para a Transferência de Arquivos) e canais de IRC (bate-papo). Há vários canais exclusivos dos warez: warez world, warezwarez, freewarez, warez2share, e por aí afora.

A entrada é livre, é possível participar da conversa mas, a não ser que você decifre a linguagem deles, é pura perda de tempo.

Mais recentemente, os warez começaram a distribuir ISOs, isto é, duplicatas de CDs contendo programas e jogos completos. Em geral, as ISOs podem ser achadas por meio de programas de compartilhamento de arquivos como o eMule.

Um dos paraísos warez é o site Katz, onde é possível encontrar milhares de softwares, games, filmes, músicas e e-books, prontos para download.

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This entry was posted on Domingo, Dezembro 10th, 2006 às 11:14 am e é arquivado

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Esperamos por um Brasil com Programadores!!!

Dezembro 11, 2006

Microsoft vai poder formar mil técnicos portugueses de ’software’
O Governo português e a Microsoft esperam ter, a médio prazo, cerca de mil alunos a receberem formação em desenvolvimento de software distribuídos por 20 instituições de ensino. O arranque oficial foi ontem assinalado na Escola Superior de Aveiro Norte, em Oliveira de Azeméis, e o objectivo é dar qualificação especifíca numa área que, a nível mundial, tem grande procura e escassa mão-de-obra para oferta. Estes cursos, avaliados em cerca de 2,1 milhões de euros e que contarão com apoios comunitários, são, segundo o ministro da Economia e Inovação, uma “resposta aos novos tempos”. Manuel Pinho, que participou na sessão a partir de Lisboa (ver caixa), explicou que, “tal como nos têxteis, em que o mais importante é a concepção, também nas novas tecnologias o desenvolvimento de software é fulcral”. Recordou que “existe grande falta de recursos qualificados a este nível em todo o mundo” pelo que os técnicos formados em Oliveira de Azeméis, Covilhã, Guimarães e Lisboa terão uma importante porta de saída para o mercado de trabalho. “Diziam-me que, por cada mil formandos, 20 podem criar empresas e dois ter sucesso. Isto é muito positivo”, explicou. Para a reitora da Universidade de Aveiro, que apadrinhou o início dos cursos, “este é um protocolo muito importante para a região de Aveiro e que, desde o início, tem tido uma grande adesão dos jovens”, explicou Maria Helena Nazaré. Os cursos, que arrancam em fase piloto em quatro estabelecimentos de ensino, podem ser alargados, no futuro, a mais 16 escolas e abranger cerca de 500 empresas receptoras de técnicos de desenvolvimento de software. Para Carlos Zorrinho, coordenador do Plano Tecnológico, “estes protocolos com a Microsoft são uma mais-valia para Portugal e para as pessoas”, dado que , defende, estes cursos podem “mudar progressivamente o perfil competitivo da nossa economia”.

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ESPERO POR SUAS PALAVRAS!

Dezembro 6, 2006